Tudo sobre Nutrição, Saúde e Alimentação.
Conteúdos (clique para ver)
  1. Entendendo o problema
  2. Óleo de peixe
    2.1 - O que comer?
  3. Zinco
    3.1 - O que comer?
  4. Vitamina do Complexo B (Biotina e B5)
    4.1 - O que comer?
  5. Vitamina C
    5.1 - O que comer?
  6. Ferro
    6.1 - O que comer?
  7. Vitamina D
    7.1 - O que comer?
  8. O que causa queda de cabelo?

O cabelo desempenha um papel importante na aparência física e na autopercepção, principalmente para as mulheres. Por isso, pode ser devastador experimentar a perda capilar.

A má nutrição, hormônios desregulados e o estresse são fatores contribuintes para essa condição.

Antes de apelar para remédios que prometem milagres, vamos entender quais vitaminas e alimentos podemos inserir na nossa dieta e que podem solucionar essa questão?

Então continue lendo!

Entendendo o problema

A perda de cabelo é um processo complexo que envolve vários mecanismos genéticos, hormonais e ambientais.

Assim como a nossa pele, o folículo capilar está sujeito ao envelhecimento intrínseco e extrínseco.

Fatores intrínsecos incluem nossas formações genéticas e epigenéticas, enquantos os extrínsecos dizem respeito ao tabagismo e a radiação UV.

Às vezes, perdemos cabelo devido a uma deficiência de vitamina. Felizmente, isso pode ser corrigido fazendo alguns ajustes na nossa dieta.

Alguns nutrientes possuem propriedades antioxidantes que ajudam a combater os fatores extrínsecos da queda capilar e outros ajudam o corpo a equilibrar os níveis hormonais.

Vamos conhecê-los?

Óleo de peixe

As gorduras ômega-3 nutrem o cabelo, sustentam o espessamento e reduzem a inflamação que pode levar à sua perda.

Óleos ricos em diferentes espécies de ácidos graxos têm sido muito utilizados em estudos em animais e humanos para avaliar os efeitos sobre a saúde da pele e também capilar.

As gorduras ômega-3 nutrem o cabelo, sustentam o espessamento e reduzem a inflamação que pode levar à sua perda.

Um estudo de 2015 publicado no Journal of Cosmetic Dermatology avaliou os efeitos de uma suplementação de seis meses com ômega-3, ômega-6 e antioxidantes na queda capilar.

O crescimento do cabelo aumentou em comparação ao grupo controle, e 89,9% dos participantes relataram uma redução na perda capilar, bem como uma melhoria no seu diâmetro (86%) e densidade (87%) (1).

O que comer

Alimentos com ômega-3 como salmão, cavala, atum, peixe branco, sardinha, gema de ovo, nozes, sementes de cânhamo e natto podem reduzir a inflamação e equilibrar os hormônios.

Também é possível tomar de uma a duas cápsulas ou uma colher de sopa de um suplemento de óleo de peixe de alta qualidade.

Veja também:

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Alimentos ricos em Vitamina B3 – Niacina

Alimentos Saudáveis e Ricos em Ferro

Zinco

Compostos orais de zinco têm sido usados ​​há décadas para o tratamento de distúrbios como o eflúvio telógeno e alopecia areata, formas de perda de cabelo, porque ele beneficia a saúde do folículo piloso.

O nutriente é um cofator essencial para múltiplas enzimas e está envolvido em atividades funcionais importantes nesta região.

Estudos sugerem que alguns pacientes com alopecia areata têm deficiência de zinco, e a terapia oral com o nutriente serve como um tratamento eficaz (2).

Um deles, realizado em 2009 e publicado na revista Annals of Dermatology, avaliou os efeitos terapêuticos da suplementação por 12 semanas em 15 pacientes com a condição e os resultados foram positivos (3).

O que comer

Alimentos que contém o nutriente incluem ostras, nozes, ovos e sementes.

Vitamina do Complexo B (Biotina e B5)

Biotina e ácido pantotênico (vitamina B5) têm sido utilizados como tratamentos alternativos para queda de cabelo.

Biotina e ácido pantotênico (vitamina B5) têm sido utilizados como tratamentos alternativos para queda de cabelo.

A primeira beneficia reconstruindo as telhas capilares que foram danificadas pela lavagem excessiva, pela exposição e secagem ao sol.

Já a segunda dá suporte às glândulas supra-renais, o que ajuda a estimular o crescimento.

Um estudo de 2011 publicado no British Journal of Dermatology examinou a capacidade de uma combinação de leave-on, incluindo pantenol, o análogo de álcool do ácido pantotênico, afetar o diâmetro e o comportamento das fibras capilares.

O tratamento aumentou significativamente o diâmetro das fibras do couro cabeludo terminais existentes e individuais.

Também tornou mais espessas essas fibras e aumentou a flexibilidade, dando aos cabelos uma melhor capacidade de resistir à força sem quebrar (4).

Um sinal importante de uma deficiência de biotina é a perda de cabelo. Que pode ser causada por tabagismo, insuficiência hepática ou mesmo gravidez.

No último caso, isso acontece porque as células que se dividem rapidamente do feto em desenvolvimento precisam da vitamina para a síntese de carboxilases essenciais e biotinilação de histonas (5).

Para reverter a perda de cabelo e aumentar a sua força, tome diariamente um comprimido de vitamina do complexo B ou biotina e vitamina B5 separadamente.

O que comer

Essas vitaminas estão presentes em alimentos como ovos, carne, frango, abacate, legumes, nozes e batatas.

Vitamina C

Evidências experimentais sugerem que o estresse oxidativo desempenha um papel importante no processo de envelhecimento.

Espécies reativas de oxigênio ou radicais livres são moléculas que podem danificar diretamente membranas estruturais celulares, lipídios, proteínas e DNA.

Com a idade, a produção de radicais livres aumenta e a quantidade de enzimas antioxidantes que defendem o corpo diminui, levando ao dano dessas estruturas e ao envelhecimento dos cabelos.

Trabalhando como um antioxidante, a vitamina C combate o estresse oxidativo que contribui para esse processo, incluindo a queda capilar (6).

O que comer

Para combater os danos dos radicais livres e proteger o cabelo do envelhecimento, coma alimentos com vitamina C, como laranja, pimentão vermelho, couve, couve-de-Bruxelas, brócolis, morango e kiwi.

Caso precise de suplementação, tome de 500 a 1.000 miligramas de vitamina C duas vezes ao dia.

Ferro

Vários estudos examinaram a relação entre deficiência de ferro e queda de cabelo, e alguns sugerem que ela pode estar relacionada à alopecia areata, alopecia androgênica, eflúvio telógeno e perda capilar difusa (7).

Pesquisadores da Universidade de Ciências Médicas de Teerã, no Irã, realizaram um estudo analítico de caso-controle para avaliar se a perda difusa de cabelo telógeno em mulheres entre 15 e 45 anos está associada à deficiência de ferro.

Eles descobriram que dos nove pacientes com anemia por ausência do nutriente, oito tinham perda de cabelo telógena.

O nível médio de ferritina (uma proteína no corpo que se liga ao ferro) foi estatisticamente menor em pacientes com a condição.

O estudo sugere que as mulheres com deficiência do nutriente correm um maior risco de queda de cabelo, e os níveis de ferritina sérica abaixo ou igual a 30 miligramas / mililitro estão fortemente associados à perda capilar telogênica (8).

O que comer

Alimentos como espinafre, acelga, couve, gema de ovo, bife de vaca, feijão branco e feijão preto.

Vitamina D

A vitamina D desempenha um papel importante na homeostase do cálcio, na regulação imunológica e na diferenciação do crescimento celular.

Os folículos capilares são altamente sensíveis aos hormônios.

A vitamina D desempenha um papel importante na homeostase do cálcio, na regulação imunológica e na diferenciação do crescimento celular.

No mundo científico, é bem conhecido que a alopecia areata é comumente encontrada em pacientes com deficiência, raquitismo resistente ou mutação no receptor desse nutriente (9).

Pesquisas sugerem que níveis insuficientes de vitamina D foram implicados em uma variedade de doenças auto-imunes, incluindo a que citamos acima.

Um estudo transversal envolvendo 86 pacientes com alopecia areata, 44 pacientes com vitiligo e 58 saudáveis ​​foi realizado.

Os níveis séricos de 25-hidroxivitamina vitamina D em pacientes com a primeira foram significativamente menores do que os dos pacientes com a segunda e a terceira condição.

Além disso, uma correlação inversa significativa foi encontrada entre a gravidade da doença e os níveis séricos de 25 (OH) D em pacientes com alopecia.

Os pesquisadores concluíram que o rastreamento de pacientes com alopecia areata por deficiência do nutriente parece ser valioso para a possibilidade de suplementação desses pacientes (10).

A exposição direta é a melhor maneira de absorver a vitamina D, além de desintoxicar seu corpo.

Sente-se ao sol por cerca de 10-15 minutos para absorver cerca de 10.000 unidades do nutriente.

O que comer

Para aumentar os seus níveis de vitamina D na dieta, coma alimentos alabote, cavala, enguia, salmão, peixe branco, espadarte e cogumelos.

O que causa queda de cabelo?

O cabelo é considerado um componente importante da aparência geral e o impacto psicológico da perda resulta em mudanças prejudiciais para a autoestima.

Também afeta um grande número de pessoas, já que 50% dos homens são afetados pela queda genética até os 50 anos.

Nas mulheres, a principal causa de perda capilar antes dos 50 anos é nutricional, com 30% afetados. Principalmente em relação a deficiência de ferro (15).

Fatores que inibem o crescimento do cabelo incluem:

  • Má nutrição
  • Alterações hormonais
  • Histórico de família
  • Medicamentos
  • Terapia de radiação
  • Gravidez
  • Distúrbios da tireóide
  • Anemia
  • Doenças autoimunes
  • Síndrome dos ovários policísticos
  • Condições da pele (como psoríase e dermatite seborréica)
  • Estresse
  • Perda de peso dramática
  • Trauma físico

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